O Príncipe

Título: O Príncipe Autor: Nicolau Maquiavel A grandeza e originalidade de ‘O Príncipe’ consiste em ter alargado o campo da ciência na política, distinguindo os interesses políticos primários das classes, mas confundindo-os, ao mesmo tempo, em uma monstruosa razão de Estado pela qual o povo é apenas matéria plástica nas mãos do Príncipe. 4ª edição totalmente revista, prefaciada pelo sociólogo francês Raymond Aron, com uma cronologia da vida e obra de Maquiavel e Vocabulário dos termos-chave de Maquiavel   O Príncipe é um livro que não sai de moda. Mais do que um best-seller, ele é um clássico. Surgem novas edições e grandes estadistas encontram nesta obra suas virtudes literárias e estratégicas. Silvio Berlusconi, presidente do Conselho de Ministros da República italiana, apresentava assim esta obra, ao dá-la como presente de Natal para amigos e colaboradores em 1992: “O Príncipe é o primeiro clássico do pensamento político moderno, referência durante gerações para estadistas e diplomatas. A obra foi concebida como um conjunto de reflexões do autor sobre a arte de conquistar e conservar o poder em um principado.” Ideias Fundamentais: – Há duas formas de governo: estados livres (repúblicas) e monarquia. – O governante deve fazer uso de tudo para…

Admirável Mundo Novo

Título: Admirável Mundo Novo Autor: Aldous Huxley Páginas: 312 Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de…